“Os jovens perderam o amor. As crianças nasceram sem ele. Os velhos viram o amor se calar e partir sem dizer nada. Dor estagnada. Dor é o que mostra que ainda há vida, pois quando para de doer, não há mais ar nos pulmões e nem batidas de corações.” — Thomas Richter
Nós nunca nos bastamos. Mas dá saudade. Nunca agimos como se realmente necessitássemos um do outro, como se fizéssemos diferença. Eu sempre precisei de alguém que não falhasse a todo o momento, e você gostava infinitamente mais das morenas, quando eu era justamente o oposto. Você sempre reclamou das minhas roupas, do modo como eu arrumava a minha franja mal cortada e do quanto eu falava palavrões, e eu sempre odiei a sua mania besta de sair com os amigos para beber. Não consigo recordar de um fim de semana em que passamos sem discutir. Você me ligava sábado à noite, logo depois de uma briga, e eu me trancava no quarto, obrigando minha mãe a dizer que eu havia saído com minhas amigas. Você odiava saber que eu não estava em casa. Nós nunca estivemos seguros de que estávamos fazendo a coisa certa, digo, que estarmos juntos valia a pena. Tua insegurança sempre imperou entre nós e o meu medo de possivelmente estar perdendo parte de minha vida insistindo em um erro nos abastecia. Eu te queria em silêncio e você me amava em segredo. Nós nunca nos entregamos, nunquinha. E ainda assim, dá saudade.
ATENÇÃO GAROTOS: Nunca, jamais, em hipótese alguma, chame uma garota de “gata ou gostosa”. Se você quer realmente conquistá-la, chame-a de “princesa, pequena, anjo, mô”. Abrace-a em público, na frente de todos e todas. Beije sua testa. Ande de mãos dadas com ela. Faça carinho no seu rosto. Sorria pra ela. Diga que a ama. E o mais importante: Faça ela feliz.